Por que a poesia é bem acompanhada da chuva. Se for em um barzinho, decaído, de noite, sentindo saudade… tanto melhor Tanto melhor ainda, se o ritmo vier da distância, se a distância separa o desconhecido, então, se acompanha com água de côco.. Líquida onda de ir e vir. Sentimento com um pulsar, lento, cardíaca…
Continue lendo »
Category Archives: Sem Titulo
sem título – 085

sem título – 085
Já explodiu no peito, o grito incontido! Ficou em dois pés tomou o mundo, criou deuses, venerou, usurpou, corrompeu, subornou. Já se fez humano. Agora que se fez “dono” do mundo, nada mais resta além do pavor, daquilo que se tornou. … aunque la mona se vista de seda, mona queda
sem título – 084
é fera ainda indomada é onda do mar em seus ciclos de indas e vindas que sejam benvindas suas vindas que sejam mais breves suas idas é fera que espreita de longe, raposa não cativa ativa ou passiva? laciva o laço atrás de tudo que envolve que presenteia
sem título – 083
quando livre da material realidade, abre-se então asas para vôos mais altos, estáveis ou instáveis por opção leves, os pés, que passam sobre o mar que se estende na areia saborosas as notas musicais que invadem os sentidos quando livre da realidade humana livre de um mundo apegado ao terreno mundinho da ganância da impressão…
Continue lendo »
sem título – 083

sem título – 82
o esmo,
perdido pelos dias a dias deste mundo.
I mundo,
A ondas e ondas
Como uma bela fera sendo domada.
Que se chega aos poucos, receosa, ainda selvagem.
Ainda sem confiança, ainda a desconfiança.
Quando a bela fera se afasta, fica a sensação de perda.
Mas ela volta, como quem não quer nada.

Ou quase palpável.
Meras palavras…
sem título – 081
Sobre o hipocondríaco, que houve blues e bate em sua caixinha de lenços descartáveis, ao som do Blues. É uma quarta-feira,Praça Virgílio Távora, no meio de Fortaleza, “The Thrill Is Gone”, B. B. King, sendo muito bem interpretado. Cerveja e batata frita,completam um final de exaustivo dia. A cena quase irreal, da praça onde, durante…
Continue lendo »
sem título – 081

Sobre o hipocondríaco, que houve blues e bate em sua caixinha de lenços descartáveis, ao som do Blues.
completam um final de exaustivo dia.
Numa noite de quarta, tomada pelo Blues ao ar livre, agora degustado por apreciadores tão diversos. Além de moradores do bairro, naõ conhecem além de *Forró Sacode*.
Esta é a bela Fortaleza, a bela
A guitarra sola.
O apreciador hipocondríaco
observa tamborilando sua caixa de lenços descartáveis.
A hipocondria, fragilidade na saúde ou semelhantes, é observada com freqüência em pessoas, onde a mãe sofreu durante a gestação, por vezes, desejando não estar naquele estada.
Saberia ele disso?
Não.. muito provavelmente não.
ar livre
blues
Nem nos sonhos mais bem embalados sonharia tão distante estar, tanto menos, alcançar tal etapa deste ciclo vital, em uma noite de ar livre agora pelo Blues embalada.
O som da guitarra que embala sonhos ainda mais impossíveis.
Sonho de ter a própria poesia.
don’t stop the blues, please
don’t stop the dream
Sonho da felicidade
que não se constrói na matéria
que é propriamente apenas o material básico
para o princípio
o sonho da felicidade
que não deixe de ser mero sonho
nem se distraia com o belo
mesmo o hipocondríaco,
pode ser feliz em sua lista
de alergia
de
alegrias
que mudam de lugar as letras
delatora
delirante
deletérias frases em uma tarde passada
que quase minguam sonhos
sonhos
sonhos
prefira os mais simples
sonhos..
com recheio de goiaba, ainda são os melhores.
… e sobre o hipocondríaco,
dele nada sei…
mais que palavras – 022
