sem título -104

Esta música me lembra março de 2011, qdo recém mudei para este apartamento.

Tempo chuvoso, voltar a olhar para a mesma janela de anos anteriores.
O tempo passou e a vida pode mudou completamente, como se nem tivesse sido vivida por mim mesmo, mas sim contada por alguém.
A janela de outrora continha tão diferente momento.
Agora era apenas solitude, a boa solitude.

Por isso acho esta experiência de estar vivo, no mínimo fabulosa.

Sei que a Maldita Palavra não é mais tão maldita. Este ano prometo a mim mesmo voltar com ela ácida como antes. Aguardem ;) .

sem título – 103

bela vida esta
deste belo mundo
que não se chama
por chavão
Raimundo

paranoica vida vazia
consumida vida enlatada

depois de tanto lutar por liberdade
é a vez de ficar preso
por isso se chama rede social
esta você, eu todos presos aqui
simius zumbis pseudo pensantis

 despertando
apertando

aquele
este

com força
com forca
a forca é o foco
espera apenas pelo pescoço
que pode ser o meu
ou o seu
do Raimundo quiçá

esmas palavras que se perderam
voltem
absorvam
enforquem

sim
esta é uma suplica

sem título – 102

bem educada
cheia de poses
esta garça é uma graça

sem título – 101

tão bela Lua
que de prata, a lagoa, risca

inunda a visão
enquanto Alvin Lee se encarrega da audição

angutia-me não sentir o cheiro da noite
nem mesmo dos carros que circulam sob a janela

inodoro mundo ao redor

vem tu oh Lua
inundar os sentidos que me restam

inspiração – 003

sem título – 100

Sem palavras

Malditas elas são
para escrever é preciso a paixão
estar preso
a um fato, pessoa família
paixão, é o que move
se um veículo precisa de motor,
é a paixão o motor
que garante cada novo dia
que cada momento fique gravado
malditos são os dias perdidos sem paixão
dias vazios, sem inspiração
vegetativo
estagnado
pútrido
sentir o sol nascer e se por ..
mais uma manhã
e outro por do sol
e mais outro
somente vivendo
vazio
de que valem noites e mulheres?
de que vale o plural, se é o singular o que interessa?
Maldita estagnação
apatia
Postagem número sem título número 100
Onde estou eu mesmo?
Onde se perdeu a essência?
Onde está aquele que via a beleza nos menores detalhes?
Os dias se foram, um após um.
A realidade que… as pessoas tem relacionamentos.
Transas, encontro, interesses, desconfiança, jogo, interesse.. interesse.
eu
eu
eu
eu
eu
eu
eu
eu
Individualismo!
Onde está o sentimento de tirar o fôlego?
De fazer pensar a cada momento em alguém.
De ter insônia, preparar um café da manhã e esperar… e esperar
Saudade destes sentimento
Saudade de me atirar de olhos fechados sem pensar se irei me esborrachar.
A Maldita caiu, é fato. Algo em mim se perdeu ou se escondeu tão bem que.. não sei onde está mais.
Acho que jamais será a mesma, pelo fato de que eu mudei. Infelizmente
Mudei.
Acho que me tornei mais humano e com sentimentos mais humanos. Devo agora ter me tornado habitante do mesmo planeta destes símios vulgaris pseudo pensantis.
Até mesmo o blues tem abandonado meus dias.
Hoje possuo a lua na lagoa, mas a coruja branca não pesca mais.
A calmaria da noite chegou ao meu ser.
Maldita calmaria
Quando meu coração foi partido, propus viver um dia após o outro, sobre viver.
Antes tivesse parado naquela época.
Nem aparelhos para desligar existe.
Apenas a esperança que amanhã pode ser diferente.
Por mais “auto-ajuda” que pareça assim se “sobre” “vive”
Interessante a substituição do idealismo por bens materiais.
Que suprem por hora este vazio. Quando não suprir mais, só ganhar um pouco mais e adquirir mais uma quinquilharia.
Disso somos feitos, quinquilharias.
Uma vez uma pessoa escreveu sobre chegar sem máscaras..
E releio várias vezes este texto, mesmo sem esta pessoa saber.
mas…
de que vale
nada
nada
nad
na
n
na
nad
nada
cansei da maldita palavra
cansei de não sentir
ou saber que não se deve sentir.
foi bom até aqui.
mas a maldita palavra fica por aqui.
Obrigado aos meus poucos e parcos leitores.
Infelizmente o mundo me mudou, não sou mais aquele que antes escrevia.
infelizmente

inspiração – 002

sem título – 099

eremita
andarilho
cigano por opção

entediado por vocação

apaixonado
esta é uma emoção

emoção de outrora
do tempo que acreditava

que cria existir apenas uma
quando na verdade,
olhando ao redor..
nenhuma

nenhuma que traga a
saudosa
emoção de outrora

nenhuma que tal coração
bata com aquele frio
frio na espinha

tal qual minuano que passa
que gela
congela
mesmo com grosso pala

andarilho a deriva
bons tempos de ventos
fortes que levavam a nau
atravessar o país

onde estará agora
aquela tempestade

que leva vikings longe

que pintam as ondas de branco
estufam a vela e o peito

agora esta calmaria

tediosa calmaria

que venha a tempestade

será esta uma súplica?

sem título – 098


aquele 20 postagens depois do 78

Não é mais que inodora, incolor e insípida a vida.
Mesmo que vivida, quanto mais vivida
mais ainda dela se intoxica
vida insalubre
que de não salobra
envenena
de viver muito
morre.
Único destino desde o princípio
silenciosa e macabra contagem regressiva
dona morte que de cima
ou de baixo
com seu negro manto
conta os dias sem nos contar
ou as parcas
tecendo dia a dia
nosso destino
enquando vivemos
sobre vivemos
até o tão esperado
uns pensam
inesperado
outros des esperados
enfim
um dia
sem mais nem menos
fim

sem título – 097

eu ouço


tu … hein?


eles … hãn?
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