sem título – 053

O ar da noite é estritamente necessário, necessário às ilusões, ao coração
Envolve-me com seus braços musculosos

Num abraço nostálgico,
Num desejo medroso.

E fico a te olhar a cada instante
Sem que estejas comigo
Grito com os olhos

– tu não escutas-

Então, sinto a lágrima salgada
Molhar meu lábio Não sei se é minha ou tua Condenas o amor libertino Somente porque não chegou ainda
O tempo completo do amor
O tempo de completo amor

O céu é neutro como tua mente
As cortinas rasgadas refletem tua fúria
Porém não olhaste meu grito
Nem tampouco secaste a lágrima

você

Agora meu coração sangra
Meus olhos roucos de gritar;
Engana-me com tua imagem
Esvaio-me em sangue;
Sem que tu, a noite ou o tempo
Se comovam; ou, no mínimo
Escutem meus olhares

Depois de tanto tempo, a escrita não parece minha, nunca ficava com cópias dos textos sempre foram escritos para uma só pessoa uma dedicação? Talvez.
Acho que era mais melodramático e nostálgico na época, texto escrito por volta de 1992.

sem título – 053

O ar da noite é estritamente necessário, necessário às ilusões, ao coraçãoEnvolve-me com seus braços musculosos Num abraço nostálgico,Num desejo medroso. E fico a te olhar a cada instanteSem que estejas comigoGrito com os olhos – tu não escutas- Então, sinto a lágrima salgadaMolhar meu lábio Não sei se é minha ou tua… Condenas o…
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sem título – 052

sobre o inominável e unilateral sentimento inequívoco. (platônico)que um outrora foi (lacônico, o que é lacônico?)e hoje se esvai.Perde-se dentro do fisico momento noturnodentro de taças de vinhoonde o abstrato perdeu para o físicoe hj nada mais resta (se não cultivado)além do momentotodos os anos passados substituídos por vãos momentos (noturnos)

sem título – 052

sobre o inominável e unilateral sentimento inequívoco. (platônico)
que um outrora foi (lacônico, o que é lacônico?)
e hoje se esvai.
Perde-se dentro do fisico momento noturno
dentro de taças de vinho
onde o abstrato perdeu para o físico
e hj nada mais resta (se não cultivado)
além do momento
todos os anos passados substituídos por vãos momentos (noturnos)

sem título – 051

“o breve espasmo sobre a felicidade”sobre as peripécias desimportantes,que comovem cada vão minuto. ciclos intermináveisde vida e mortenoite e diacada traço ou palavra expressa.cada pequena e ridícula fase; os ciclos desenhar felicidade não é fácil de descrever,momentos de felicidade são raros para alguns,isso bem sei… mais indescritível é a explosão de ser felizser feliz a…
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