sem título – 065

Mesmo não sendo adepto aos vídeos do YouTube nos blogs. É impossível não ter este blues para escutar, enquanto conto uma história.


Eu li em um livro de histórias da mitologia grega, e vou resumir aqui. lógico que não será tão bem contado como no livro.

É a história de Admeto e Alceste.

“Zeus um dia resolveu testar como os humanos o acolheriam na terra. Chamou seu filho Hermes, e foi. Como sempre, disfarçado.

Ele e Hermes, foram como andarilhos, mendigos, propriamente ditos. Acreditando que existia bondade em todos os humanos.

Chegaram em uma mansão com muitos quartos, foram recebidos pelo serviçal, que os expulsou de lá. Zeus, zangou-se, mas como era ainda a primeira tentativa. Tentou em uma segunda casa.

Onde havia um casamento. Muita comida, comida de sobra, muito vinho. Zeus que adora uma festa, ficou todo feliz. O dono da festa os recebeu, com uma cara fechada.
Os dois “andarilhos” pediram um pouco de comida, pois estavam com fome. O dono pediu que aguardassem e fechou a porta. Logo depois apareceu uma empregada jogando para fora pote com uns restos de comida, que ao cair no chão acabou de virar.

Hermes viu em Zeus a cólera tomando conta. Sabendo do sangue quente do pai.. sugeriu então que tentassem mais uma vez.

Desta vez, chegaram em uma casa que estava toda fechada, cortinas tudo. Bateram, e apareceu na janela um homem, com o peito desnudo, depois uma mulher enrolada em um lençol. Nem bem acabaram de ouvir os “andarilhos”, e fecharam a janela.

Mais uma vez o insistente Hermes apaziguou Zeus e seguiram.

Então chegaram em uma humilde casa (sempre assim nestas histórias). Uma casa realmente muito simples. Lá se encontrava um casal já de idade. O senhor da casa, Admeto, recebeu os visitantes com um largo sorriso. Preocupado pois pareciam cansados. Chamou a esposa Alceste para que servisse uma boa refeição para os convidados. Sempre prontos para atender.

Admeto retirou do fundo de um armário, um vinho, que pelo visto estava há muito guardado.

A mesa colocada, foram saborear a comida.

Foi quando Admeto, percebeu que apesar de terem bebido e comido bastantes, a comida e o vinho pareciam ainda intocados.

Então Admeto, em profundo respeito falou para a esposa. Estamos diante de Zeus, não percebe? Desculpou-se pela humilde casa… e todas a reverencias possíveis.

Zeus com um largo sorriso, chamou-os para caminhar e foram até uma montanha. Lá Zeus pediu para Ademto que desejasse qualquer coisa e seria atendido.

Admeto, pediu para conversar com a esposa. Após um breve instante disse para Zeus.

– Poderoso Zeus, meu desejo é que eu e minha esposa duremos na terra o mesmo período de tempo, pois não suportaríamos viver afastados um do outro nem um dia sequer.

Então Zeus disse será feito como pediu. Levantou as mãos então instalou-se um dilúvio varrendo tudo por onde ele não havia sido acolhido. Viram passar os integrantes da festa, os amantes o casarão…

Então Alceste, soltou um grito de terror quando viu sua humilde casa sendo levada também pelas águas.

Porém, em seu lugar, surgiu um templo magnífico, do qual o casal foi incumbido de cuidar. Zeus ainda negociou com as Parcas, mais uns anos de vida para os dois.

Assim viveram até a mais tardia velhice, juntos, inseparáveis.

Quando um dia, sentados a frente do tempo. Conversando, como sempre fizeram durante toda a vida. Admeto sentiu uma estranha coceira no pé direito. Ao coçar, viu que um pequeno ramo surgiu, depois mais outro. Começando a tomar conta de seu pé inteiro.

No mesmo instante olhou para Alceste. Que também estava se transformando.

Em poucos minutos os dois, haviam se transformado em duas enormes árvores frondosas em frente ao templo. Com seus galhos entrelaçados.

Desta forma Admeto e Alceste, viveram por mais uma vida juntos e unidos.”

Mais um vídeo, para continuar no clima e pensar um pouco.


Para quem não conhece:
Roy Buchanan
1º Video – Sweet Dreams
2º Vídeo – The Messiah Will Come Again

sem título – 065

Mesmo não sendo adepto aos vídeos do YouTube nos blogs. É impossível não ter este blues para escutar, enquanto conto uma história. Eu li em um livro de histórias da mitologia grega, e vou resumir aqui. lógico que não será tão bem contado como no livro. É a história de Admeto e Alceste. “Zeus um…
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sem título – 064

Logo agora
me leve
e leve
eleve

seja breveseja de ultra-leve
que seja ultra leve
muito mais leve
leve
em pensamento

o jumento que empaca
em idéias sem fundamento
eleve

e muito mais levemesmo que a neve
solta e fofa
até a neve solta e fofa
vira barro
vira barco

e cai, tudo cai
tudo despenca
até a banana
se sozinha des penca
seiosbundas
pálpebras,
tudo cai
tudo jaz

agora trás
contigo em pensamento
o jumento que a tudo jaz
agora livremais leve impossível

e levecomo de outra
forma não deveria ser

sem título – 064

Logo agorame levee leveeleve seja breveseja de ultra-leveque seja ultra levemuito mais leveleveem pensamento o jumento que empacaem idéias sem fundamentoeleve e muito mais levemesmo que a nevesolta e fofaaté a neve solta e fofavira barrovira barco e cai, tudo caitudo despencaaté a bananase sozinha des pencaseiosbundaspálpebras,tudo caitudo jaz agora tráscontigo em pensamentoo jumento que…
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sem título – 060

Sem o vento que sempre sopra, nos grandes eventos, que vem dos conventos as cara-velas rezam seus terços, e quartos e quintos. La vão elas com suas chamas, irão apagar o fogo em algum dia santo. Seja Tiago, ou o próprio Antônio, que já é de casa e sem pouco causo, mulheres as vezes encalhadas…
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sem título – 060

caravelas
Sem o vento que sempre sopra,

nos grandes eventos, que vem dos conventos
as cara-velas rezam seus terços, e quartos e quintos.
La vão elas com suas chamas, irão apagar o fogo
em algum dia santo.
Seja Tiago, ou o próprio Antônio,
que já é de casa
e sem pouco causo,
mulheres as vezes encalhadas
ele casa,
quase sempre ao acaso.
Acredita você num acaso?